Resolução CONAMA 499 estabelece diretrizes para a prática do coprocessamento

Publicado em:
22 de outubro de 2025

O coprocessamento transforma resíduos em combustível e matéria-prima para o cimento, unindo destinação ambientalmente adequada e economia circular dentro dos fornos de clínquer.

Resolução CONAMA 499 estabelece diretrizes para a prática do coprocessamento

Resolução CONAMA 499 estabelece diretrizes para a prática do coprocessamento

O coprocessamento é uma das soluções mais inteligentes para unir produção de cimento e cuidado com o meio ambiente. Afinal, ele permite transformar resíduos em recursos dentro dos fornos das cimenteiras. Por isso, a Resolução CONAMA 499, publicada em 2020, trouxe diretrizes importantes para regular essa prática em todo o país.

O que é o coprocessamento

De maneira simples, o coprocessamento é o aproveitamento de resíduos como substituto parcial de combustível e de matéria-prima na fabricação do cimento. Dessa forma, materiais que seriam descartados passam a alimentar os fornos de produção de clínquer. Além disso, as altas temperaturas do processo eliminam esses resíduos de forma segura, sem gerar cinzas que precisariam de aterro. Ou seja, a indústria reduz o uso de combustíveis fósseis e, ao mesmo tempo, dá um destino útil ao que antes virava lixo.

O que muda com a Resolução CONAMA 499

Antes de tudo, vale destacar que a nova resolução substituiu a CONAMA 264, que vigorava desde 1999. Assim, ela atualizou as regras de acordo com o avanço tecnológico e com os conceitos de economia circular. Em seguida, definiu os critérios para o licenciamento ambiental da atividade, que envolve as licenças prévia, de instalação e de operação. Vale lembrar, ainda, que a norma se alinha à Política Nacional de Resíduos Sólidos e ao Programa Nacional Lixão Zero. Portanto, ela reforça o papel das cimenteiras como parceiras na destinação correta de resíduos.

Quais resíduos podem ser coprocessados

Embora muitos materiais sejam aceitos, nem tudo pode entrar no processo. Por exemplo, resíduos radioativos, explosivos e de serviços de saúde ficam de fora, salvo exceções previstas em lei. Por outro lado, resíduos industriais, urbanos e de saneamento podem ser aproveitados, desde que passem por triagem, classificação ou tratamento prévio. Dessa maneira, a resolução garante segurança ambiental em cada etapa.

Benefícios para o meio ambiente e para a indústria

Em resumo, o coprocessamento gera vantagens em várias frentes. Primeiramente, reduz o volume de resíduos enviados a aterros. Além disso, diminui o consumo de recursos naturais não renováveis. Igualmente importante, contribui para uma economia de baixo carbono. Na Ciplan, a sustentabilidade faz parte da nossa história, pois construir com responsabilidade é também cuidar do meio ambiente.

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